19 de dezembro de 2013

Prendas de Natal

Eu andava assim um bocado para o preocupada porque só tínhamos comprado as prendas das meninas, faltava o resto da família. O meu marido é sempre mais na descontração e dizia para eu "descansar a cabeça", mas claro que eu não descansava nada.
Sábado passado não tínhamos a menina e fizemos uma visita ao shopping mais perto, e posso dizer que talvez numa hora comprámos prendas para toda a gente, o que faz de nós uns grandes clientes da FNAC, e no fundo fico contente de oferecer cultura à nossa família, desde música a livros, ninguém ficou de fora e nós ficámos despachadinhos.
 
Também comprei a prenda do meu maridinho, essa vai ser uma grande surpresa que ele vai ter (sim, que ele não a comprou comigo nem nada), vai ser uma coisa que ele queria muitooooooo (e que ele nem faz ideia do que seja não)...só sei que está desertinho que seja noite de Natal, está pior que a canita.
 
Da minha prenda...pois não sei o que é, e ele está-me sempre a atentar a dizer que é muitooo gira...é que não faço a mínima ideia o que será, nem sequer fiz ou tenho nenhum pedido especial, há uma ou duas coisas que eu queria para a casa, mas ele diz que isso não é prenda para mim, é prenda para a casa e isso não tem jeito. Portanto tenho que esperar que o Marido Natal desça pela chaminé...e cuidado com o rabito que tem havido fogueira todos os dias.
 
 
 
 

13 de dezembro de 2013

Passeio da escola

Ontem à noite ela prometeu a mim, mas talvez também a ela própria, que hoje se ia levantar bem disposta como nas ultimas manhãs (coisa que nem sempre acontece e por vezes temos manhãs muito agrestes), porque hoje é um dia especial, é o dia do "passeio da escola" (a excursão como lhe chamávamos no meu tempo), mas por isso era dia de levantar um bocado mais cedo, eu levantei-me às 6h da manhã e a ela acordei-a um pouco depois...mas não estava assim tão bem disposta, porque estava colada à cama, porque tinha sono, porque ontem eram 22.30h e ainda me perguntava "mamã falta muito para ser de dia?".
Depois da preguiça inicial lá abriu os olhos para a vida e levantou-se cheia de genica, fomos para o wc com sorriso na cara, com a boa disposição de quem ia passear com os amigos. O pequeno-almoço esse não tinha espaço na barriga tão cheia de ansiedade, bebeu meia caneca de leite "branquinho" e não conseguiu comer nada, a preocupação de chegar atrasada era mais que muita. Acabámos de arranjar a mochila com o saquinho do lanche da manhã, o saquinho do almoço e o saquinho do lanche da tarde, a garrafinha de água e os lenços de papel, "não te esqueças dos lenços de papel mamã!".
Tudo prontinho e fomos embora.
 
Estavam todos contentes, já tinham os pares definidos para entrar e sair do autocarro, e curiosamente os pares eram constituídos por uma menina e um menino (a professora deve ter os motivos dela), lá ia ela de mão dada com o T. (o meu marido é que não acha muita piada a isto).
 
 
Foram a Lisboa visitar a Estufa Fria da parte da manhã:
 


E depois de almoço iam ver um musical de Filipe la Feria, o Robin dos Bosques. Adorooo a parte cultural dos passeios da escola, já na pré-escola eles foram ver mais que uma peça de teatro a Lisboa.
 



(imagens retiradas dos respetivos sites)


Se fiquei com o "coração nas mãos"?? Pois fiquei!! Se em todos os minutos penso se ela estará bem?? Pois, não penso outra coisa!! Se tenho sono?? Ai pois tenho tanto!!

12 de dezembro de 2013

30 segundos...

Falava ontem com uma amiga minha em que ela me disse que bastaram 30 segundos para tomar a decisão que mudou para sempre a vida dela, e para muito pior. Ela podia ter decidido "não", mas afinal o "sim" parecia o mais acertado até porque nada fazia prever a bola e neve que se começou a gerar a partir desse "sim" e que ainda não parou de crescer com contornos cada vez mais "destrutivos".
 
Esta conversa fez-me olhar para trás e realmente na vida de qualquer pessoa uma decisão que se toma, quem sabe em 30 segundos, muda tudo, positiva ou negativamente pode mudar todo o rumo do resto de uma vida.
 
Houve muitas decisões erradas na minha vida (quem não as tem!?), delas que foram muito negativas para o meu percurso, que me desgastaram que me trouxeram amargura...mas também bastaram 30 segundos para decidir fazer aquele telefonema, e talvez outros 30 segundos para o fazer e ele atender, e posso dizer seguramente que foram os 30 segundos (ou 60) mais positivos da minha vida, que me trouxeram de volta à "vida" (que estava em suspenso) que me trouxeram de novo o sorriso e a felicidade de viver. 30 segundos que foram o inicio do resto das nossas vidas...
 
Há alguns "30 segundos" na vida que são muito bem empregues.

11 de dezembro de 2013

Adorooo

Gosto tantooo destes sapatos Schutz e os desgraçados estão em promoção no Showroomprive...fico chateada de os ver ir embora mas sem coragem para os comprar porque nunca experimentei nenhuns...raios!!

Cães

Desde que os meus pais construíram uma moradia com bastante terreno à volta, tinha eu cerca de 7 anos, que sempre tivemos cães, um ou dois, tivemos o "Joi", o cão que mais nos ficou no coração, que mais anos esteve connosco e que foi um grande companheiro para o meu irmão (mais novo que eu), mais tarde quando eu andava no 5º ano deram-me uma cadela pequena, a "Tucha" que eu adorava, que andava sempre comigo, com a qual eu passeava no cesto da minha bicicleta, mas pelo meio os meus pais sempre tiveram um outro cão, de maior porte que cumprisse o dever de "guardar" a casa. Quando a Tucha morreu de velhice custou-nos tanto que eu disse que não queria ter mais cães meus...mas eu nessas coisas sou muito melosa e mais tarde, quando já tinha uns 20 anos fiquei derretida por um Dálmata Albino que uma amiga da minha mãe tinha para dar, ela fazia criação de Dálmatas mas aquele por ter as pintas castanhas e não as famosas pintas pretas não seria fácil de vender apesar de ser de raça pura, paguei só as vacinas e o registo e fiquei com ele, fomos muitas vezes juntos à praia, passeámos muita vez juntos, brincámos muito, mas estes cães (albinos) têm um problema que é cegarem com a idade, e o "Bono" não foi exceção, até que um dia por causa disso se feriu com bastante gravidade não resistindo aos ferimentos.
Nunca mais tive um cão meu, havendo sempre cães de guarda no quintal, mas dos meus pais...mas também nunca tivemos problemas com cão algum, nunca nenhum de nós foi mordido ou sequer sofreu alguma ameaça por parte de algum dos nossos cães.
No entanto, quando o meu irmão era pequeno, estávamos nós num piquenique quando (também devido à ignorância da idade e dele ser arisco) um cão o mordeu num lábio, foi muito mau e quanto a mim ficou sempre uma grande desconfiança dos cães desconhecidos, dos cães de rua, ou dos cães com dono que andam soltos, não confio neles, e acho que com uma filha de 6 anos sem sequer confiaria ter um cão nosso, há historias muito dramáticas com cães de famílias com quem sempre viveram e não consigo conceber ter a minha filha a viver ao lado com o perigo.
 
Ontem de manhã uma amiga minha falou comigo toda preocupada porque a cadela pequenina dela tinha mordido na brincadeira na mão do filho dela, de 1 ano, ela não sabia se havia só de desinfetar em casa (era só um golpe mas um pouco fundo) se havia de ir centro de saúde, perguntei ao meu bombeiro ele aconselhou a ir ao centro e foi o melhor que fez porque o menino tem que ser vigiado e a ferida tem que ser desinfetada duas vezes por dia.
 
À tarde, por volta das 15h, estava eu a trabalhar, quando a minha mãe me telefona a chorar em desespero a dizer que um cão a mordeu...larguei tudo, agarrei na carteira pedi ao meu marido para ir comigo que eu estava super nervosa e "voei" até casa dos meus pais. Ela foi mordida pelo cão do vizinho à "porta de casa", ou seja entrou com o carro em "casa" e ía fechar o portão quando o cão a atacou, mordeu-lhe um braço quando ela tentou proteger a cara, rasgou-lhe o casaco que ela tinha vestido, mandou uma patada ao peito a que a minha mãe foi operada e ela ficou num tal estado de nervosismo que a tensão dela estava a 11/19. 
Aquelas pessoas são estranhas, conflituosas e os filhos são toxicodependentes. O cumulo desta história deu-se quando o filho mais velho, que segundo parece é o dono do cão, por causa dos gritos da minha mãe se apercebeu que o cão tinha saído do quintal deles e veio à rua chama-lo e foi para dentro com o cão e nem sequer prestou os primeiros socorros à minha mãe ou se preocupou sequer se ela estava bem, e ainda lhe disse "isso não é nada!".
Chamámos a policia, o meu irmão ficou à espera deles, eu fui com a minha mãe às urgências, entrou logo, desinfetaram-lhe o braço, fez gelo (porque o braço inchou logo) e baixaram-lhe a tensão. Obviamente de lá fomos à policia apresentar queixa e foi aberto um processo crime.
Na minha opinião tão mau foi o cão ter mordido a minha mãe como o facto dos fdp do senhor não ter prestado qualquer auxilio à minha mãe, e isso indigna-me muito...mas não melhor é o facto de quando a policia falou connosco nós termos referido ser o cão do sr I e eles dizerem que "mas o I não aprende, há sempre problemas por causa dos cães", é que já houve mais queixas dos cães andarem na rua e se tornarem perigosos, não havendo no entanto nunca nenhuma queixa formal dos cães terem mordido alguém, apesar de já ter acontecido.
 
O nosso grande medo é que o cão é perigoso (havia também um rotweiller mas devido a queixas desapareceram com ele de lá), e a minha filha e a minha sobrinha costumam estar em casa dos meus pais, é muito comum a minha filha ir fechar o portão (tal como a minha mãe fez) quando chegamos a casa dos meus pais...e se fosse a minha filha em vez da minha mãe!?!?!??! Qual teria sido a dimensão desta tragédia!?
 
Não confio em cães...

9 de dezembro de 2013

Ainda do nosso fim-de-semana

Foi delicioso passar um fim de semana inteirinho com o meu marido, que tem sido coisa rara.
 
Fomos os dois com a menina à piscina sábado de manhã, fomos os três e a minha sobrinha ao cinema à tarde, ver o Frozen em 3D, foi muito giro:

 
 
As canitas ainda jantaram no Macdonalds e nós petiscámos mais tarde.
 
No domingo fomos almoçar a um restaurante com uma vista fantástica para o mar com um solinho delicioso a entrar pelas grandes vidraças e que melhor maneira de acabar o nosso domingo do que a comprar o tão desejado presépio.
Já há vários anos que eu gostava de comprar um presépio, mas não se proporcionou (ou melhor não concordaram com a ideia) mas este ano foi só preciso falar nisso uma vez ao meu marido e fomos comprar, e fico taõooo contente de finalmente ter um presépio muito giro.
 
 

(a foto não está assim grande coisa, depois tiro uma melhor)

E se de repente...

...alguém lhe oferecer flores num sábado de manhã normal...isso não é "Impulse" não, isso é AMOR (muito)!!
 
E foi o que nos aconteceu na manhã de sábado, enquanto o meu marido dormia (porque trabalhou até de madrugada) a campainha tocou, e eu e a minha filhota fomos de pijama à porta ver quem era. Era uma rapariga com 2 ramos de rosas lindos a perguntar se ali era a casa nº x, ela disse ainda que as flores não tinham nome de entrega, só morada. Eu na minha ingenuidade disse que apesar de ser o nosso nº de porta não devia ser para ali, porque ninguém fazia anos (tótó!!) a rapariga pediu-me para eu ler um dos cartões para ver se alguma coisa indicava que era para nós...e claro que era, era a letra do meu marido mais lindo e doce do mundo. Mandou entregar em casa um ramo de rosas para cada uma de nós e foi um momento lindooooo, obvio que desatei a chorar, obvio que a minha filha ficou num delírio porque afinal foi o primeiro ramo de flores que recebeu na vida (receber um ramo de flores de alguém que a ame tanto 6 anos não deve ser nada comum).
 
Não há palavras para agradecer ou descrever o que se sente num momento destes, foi fabuloso.
 
"...para sempre" marido!


As da minorca, um mimo!
 

As minhas...lindas!!!